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VIDRO EM FLOR
Thursday, 3 February 2005
POE
Pergunto das criancas na rua Olho para os carros Pergunto dos mendigos na calcada Vejo os saltos que pisam tilintando futilidades ao passar Pergunto da fome Vejo os lixos entupidos de enlatados apodrecidos pelo excesso Pergunto pelas escolas Olho para gente falando a ninguem em frente ao quadro verde pastiche da vida E ainda tento encontrar educac?o Para a saude Gente de branco tentando esconder humanidade e em frente gente sofrendo pedindo informac?o e atenc?o ent?o Olho para a TV E vejo as criancas emudecidas e os adultos criancas torpes Olho para a janela e vejo a montanha ao longe atras dela nada nada nada Em que acreditar A n?o ser em ser algo que n?o seja isso tudo. Quando morrer quero deixar a flor em flor Quero e exijo que assim seja a humanidade homem e mulher N?o da pra ir sem enxergar o fim dessa explicac?o sem fim que assola de bagagem repetitiva as nossas costas cansadas de ir sem, para onde n?o, como infinitivo gerundio participio ser, sem nome nas esquinas, perdidos olhares caidos sem ch?o nem teto nem panela nem amigos e se amigos houver, embebidos na desgraca de n?o sonhar, nem amar e, se amar, perder o amor desencantado pela roupa suja que n?o se lava em qualquer bueiro, amar a mulher os filhos, o espelho, quebrado ficou ali no sinal de transito. A grana n?o veio,a mulher se foi e os filhos olham para ele, estupido sinal que aglomera insanos olhares, corpos encorpados e gente fina que passa e passa e passa e vai passar sempre.



Posted by raquel-utsch at 6:17 PM BRT
Updated: Thursday, 3 February 2005 6:28 PM BRT

Aquela que abre o que vejo e fecha o olhar quando vai madeira vidro em flor.



Posted by raquel-utsch at 5:43 PM BRT
Updated: Thursday, 3 February 2005 5:49 PM BRT

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